Claúdia Furtado – Kakaz dá-nos o privilégio de apresentar no Museu da Horta, a exposição Estações Baleeiras do Faial – Scrimshaw de Cláudia Furtado.
A exposição visa, por um lado, abordar o percurso da artista faialense – Cláudia Furtado que desenvolve trabalhos em scrimshaw e, por outro lado, retratar três estações baleeiras do Faial – Capelinhos, Salão e Fábrica da Baleia (Porto Pim). Para além dos trabalhos em osso de baleia, pretendemos apresentar objetos/utensílios utilizados pela artista, na gravação das peças que constituem verdadeiras preciosidades.
Apresentar-se-á neste dia, também uma curta documental de documental “Beauty Between Surfaces” / "A beleza entre as superfícies" da realizadora Carley Bayers, fruto da Residência Criativa Hotel Papel Sister City Arts, New Bedford.
Todos estão convidados! Dia 9 de maio, sábado, pelas 17h, no Museu da Horta – Colégio de Jesuítas.
Cláudia Patrícia Borges Furtado nasceu em 1990, na freguesia do Salão, na ilha do Faial. Desde cedo, a arte marcou a sua vida; os cadernos escolares estavam constantemente preenchidos com desenhos que surgiam naturalmente durante as aulas.
Em 2013, licenciou-se em Artes Plásticas pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR). Após concluir a licenciatura, regressou ao Faial, onde passou a desenvolver o seu trabalho artístico, explorando diversas áreas como o desenho, a pintura, a fotografia, a cerâmica, a escultura e a gravura, com especial enfoque no scrimshaw e na pirogravura. O interesse pela gravação nasceu do desejo de desenhar em materiais mais nobres do que o papel, conferindo novas expressões e texturas a cada obra nas diferentes matérias-primas. A diversidade das práticas artísticas e artesanais, que aliam técnica e sensibilidade, tornou-se a sua grande paixão, definindo-a profundamente enquanto artista e ser humano. O trabalho artístico de Cláudia unificou-se, também, ao interesse pela história açoriana, contribuindo para a preservação e reinterpretação do património cultural da ilha do Faial.
Tem participado em exposições individuais e coletivas, feiras, concursos, e desenvolvido diversos trabalhos por encomenda. Colabora com o Peter Café Sport, com obras de arte baleeira, e, mais recentemente, realizou ilustrações para o livro "Há Quem Espere Por Nós Assim", de José Henrique Azevedo, editado em 2025.
Nesse mesmo ano, participou na Feira Internacional de Artesanato (FIA) e conquistou o 1.º prémio na área de desenho no concurso Açores Geopark Mundial da UNESCO, com uma representação em scrimshaw da estação baleeira do Porto do Comprido. Ainda em 2025, realizou um retrato gravado em dente de cachalote de Marcelo Rebelo de Sousa, então Presidente da República Portuguesa, posteriormente oferecido ao próprio pelo Município da Horta e pelo Governo Regional dos Açores.
Paralelamente, tem contribuído para as artes urbanas, com murais na Travessa do Carreiro (2021 e 2023) e na freguesia da Praia do Norte (2025), bem como com memoriais em azulejo na freguesia da Ribeirinha — um evocativo do Sismo de 1998 (2023) e outro de homenagem aos combatentes do Ultramar (2025).
O seu trabalho integra as coleções do Museu de Scrimshaw do Peter Café Sport, New Bedford Whaling Museum, Museu da Fábrica da Baleia do Porto Pim e da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, além de diversas coleções privadas.