No mês em que se celebra o Dia do Artesão (19 de março), o Museu Invisível apresenta o tema “Fibras Vegetais”, destacando uma das mais antigas formas de adaptação das comunidades açorianas ao meio insular.
Desde o início do povoamento, materiais como o junco, o vime, a espadana, a cana ou a palha de trigo foram utilizados na produção de objetos essenciais à agricultura, à pesca e ao quotidiano doméstico. A partir destes recursos naturais desenvolveu-se uma rica tradição artesanal, com especial destaque para a cestaria.
A cestaria açoriana assenta em três técnicas principais — espiral cosida, entrecruzado e entrançado — que deram origem a uma grande diversidade de peças, como balaios, alcofas, esteiras e chapéus. Estes objetos, simultaneamente utilitários e identitários, revelam o engenho das populações na utilização sustentável dos recursos disponíveis.
Mais do que simples artefactos, as produções em fibras vegetais constituem testemunhos de modos de vida, saberes transmitidos entre gerações e da profunda ligação entre o homem e a natureza nas ilhas dos Açores.
Toda a comunidade é convidada a visitar esta exposição.
Ao final do mês, será anunciada a temática da próxima montra do Museu (In)Visível, prevista para abril de 2026.