12 meses, 12 peças: janeiro
Cincho
Peça cilíndrica, em metal, utilizada para moldar e prensar a coalhada durante a produção do queijo. Apresenta paredes perfuradas que permitem a saída do soro, garantindo a consistência adequada da massa.
Contexto histórico
A produção de queijo na ilha de São Jorge parece ter ocorrido nos primórdios da sua colonização. Sabe-se que há cerca de duzentos anos, o queijo de São Jorge já tinha a forma atual, cilíndrica, volumosa, tipo "roda", tendo-se chegado a produzir alguns, por encomenda especial, com tais dimensões e peso que eram necessários alguns homens para o transportarem.
A indústria dos lacticínios sempre ocupou um lugar de destaque na economia jorgense. Até ao final do século XIX, a produção de queijo e manteiga era exclusivamente caseira, realizada em pequenas queijarias e nas habitações dos pastores — responsáveis pela ordenha das vacas.
Na transição para o século XX, a produção artesanal deu lugar à industrialização já com 11 fábricas a laborar. Em 1927 iniciou-se o ciclo das cooperativas, com a criação da cooperativa da Beira, e na década de 50 surgiu a firma Martins e Rebelo, que estabeleceu postos de recolha e de desnatação por toda a ilha.
No ano de 1986, com o propósito de aumentar a qualidade e a segurança no fabrico do queijo, formou-se a União de Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge, UNIQUEIJO.
Ainda em 1986, foi criada a Região Demarcada do Queijo São Jorge e a regulamentação do registo de Denominação de Origem Protegida (DOP) atribuído à marca Queijo São Jorge. Classificado como um queijo curado de pasta dura ou semidura, ligeiramente picante a forma tradicional de fabrico foi mantida, apresentando características atribuíveis ao leite cru.
Para o controlo e certificação constituiu-se em 1991, a Confraria do Queijo São Jorge.
O Queijo São Jorge, é um produto de quase quinhentos anos de evolução na produção de queijo de leite de vaca cru, mantendo as características particulares que o clima e as pastagens da ilha determinam.