[1] Vd. Ernesto do Canto. Bibliotheca Açoriana. Vol. I. Ponta Delgada: Typ. do Archivo dos Açores, 1890, p. 243.
[2] Vd. O Conimbricense, n.º 4183 (27 set. 1887).
[3] BPARPD. PRQ. Ponta Delgada. Paróquia de São José. Registo de óbitos, lv. de 1887, fl.s 24-24v.º, n.º 110.
[4] BPARPD. CNPDL – 5º Ofício, Tab. Anacleto A. Machado Nogueira, lv. de notas n.º 54, fl.s 23-24 – NOT 3358 e BPARPD. ACPDL. Registo de testamentos, lv n.º 62, n.º 2576, fl.s 14v.º-15v.º - ACPDL 857.
[5] “Do Teatro português conhecido raros espécimes lhe faltarão”. Cf. A Persuasão, n.º 1339 (14 set. 1887), p. 2.
[6] Periódico francês (1864-1865) dirigido por Hyppollte de Villemessant, com esmerada colaboração artística, cuja coleção completa é hoje uma raridade bibliográfica muito disputada pelos colecionadores.
[7] Veja-se a nota biográfica escrita para o n.º 1 da Galeria do Pist! (Ponta Delgada: Tip. Recreativa, 1886), assinada pelo Dr. Gil Demónio (Francisco Maria Supico), que acompanha um retrato de Caetano de Andrade desenhado por João Cabral.
[8] Vd. Alfredo Margarido, “Quelques mythes agriculturistes et instructionnistes dans la pensée et la pratique portugaises (particulièrement chez António F. de Castilho) pendant la première moitié du XIX siècle”. In: Utopie et Socialisme au Portugal au XIX siècle. 1982, Paris: Fundação Calouste Gulbenkian, pp. 535-585.
[9] Cf. Direitos dos Operários. Dissertação inaugural para o Acto de Conclusões Magnas de Caetano d’Andrade Albuquerque. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1870.
[10] Nesse próprio dia o Novo Diário dos Açores (n.º 1231, 9 set. 1887) destaca em primeira página a notícia do óbito, sublinhando a sua dedicação aos livros – “A prova de quanto era amigo de animar o desenvolvimento da instrução, aí a temos no Grémio Literário que ele criou e enriqueceu, tornando acessível aos sócios a excelente biblioteca que possuía, e era produto de quase todas as suas economias”.
[11] Esta associação, a primeira do género a formar-se em Coimbra, estava ligada à Loja maçónica Pátria e Caridade (1852), dirigida por Filipe do Quental, e também dela fizeram parte Botelho Andrade e Joaquim Martins de Carvalho, redator de O Conimbricense, que, após a morte do condiscípulo açoriano, publica nas páginas desse semanário um testemunho interessante sobre a sua passagem pela cidade universitária (cf. O Conimbricense, n.º 4183. 27 set. 1887).
[12] BPARLSR. PRQ. Angra do Heroísmo. Paróquia da Sé. Registo de casamentos, lv. n.º 17 (1849-1860), fl.s 78.
[13] BPARJJG. NOT. Cartório Notarial - 4º Ofício (cf. https://arquivos.azores.gov.pt/details?id=1002641).
[14] Trata-se do segundo título periódico a ser publicado na cidade da Horta (o primeiro foi O Incentivo, redigido por João José da Graça). Em agosto de 1858, Botelho Andrade torna público que “tendo de entregar-me todo ao bom serviço do meu ofício não me é possível continuar a ter parte na redação do Fayalense, nem tão pouco na sua colaboração” (cf. O Fayalense, ano 2.º, n.º 1, p.8). Para mais informações sobre este título, vd. Archivo dos Açores (vol. X, 1887, pp. 45-46).
[15] Onde foi tabelião do Cartório do 4.º ofício, de dezembro de 1867 a outubro de 1882, e, depois, do 1.º ofício, de novembro de 1882 até à extinção deste, em junho de 1886 (cf. https://arquivos.azores.gov.pt/details?id=1099722 e https://arquivos.azores.gov.pt/details?id=1099190).
[16] BPARPD. PRQ. Ponta Delgada. Paróquia de São José. Registo de batismos, lv. de 1870, fl.s 33v.º-34, n.º 98. Ainda na Horta, o casal tivera uma filha, Maria, que falecera criança (1858-1866).
[17] Vd. nota n.º 4.
[18] Vem ao caso transcrever o excerto da carta dirigida a Ernesto do Canto na qual é feita referência a um título em falta na sua biblioteca particular (lacuna essa que mereceu a atenção de Augusto Cabral numa das caricaturas que desenhou de Botelho Andrade. Cf. BPARPD. BA, 68-1):“Meu Ernesto (...) Quando Mariano José Cabral era bibliotecário publicou um jornal que não passou de três números, creio eu – Flores literárias. É em folhetos. Como tu és o homem deles, ser-te-á possível saberes onde eu encontrarei alguns exemplares do nº 3?”. Cf. BPARPD. Livraria Ernesto do Canto. Correspondência, cx. 4, doc. 1249 (carta de 28 abr. 1881).
[19] Botelho Andrade estava muito empenhado, conforme documenta o excerto de uma carta dirigida a Teófilo Braga, em publicar um Livro do centenário camoniano nos Açores: “Aí vai recomendada à sua benevolência a Bibliografia Camoniana respeitante a 1882. (...) Tudo isto está remendado no Livro do centenário, que é uma nova Bibliografia muito mais desenvolvida, e em que se transcreverão as circulares, programas, bilhetes, e principais artigos de açorianos aqui publicados. Tenho porém que lutar com o péssimo meio em que estou colocado a respeito desta publicação: pode dizer-se que não há tipografia nem tipógrafos. Já duas vezes comecei o trabalho e duas vezes o retirei. Resolvi-me ultimamente a mandar comprar um prelo na América e prover-me de tipo em Lisboa. Tudo isto leva tempo. Cf. BPARPD. Arquivo Teófilo Braga, cx. 177, doc. 63 (carta de 26 fev. 1883).
[20] Cf. BPARPD. Arquivo Ernesto do Canto, Vária 3º. Papéis de várias procedências pela maior parte impressos, circulares, ofícios, cartas, etc., doc. 212 – MEC, lv. 22A.
[21] Referência subliminar a José Luciano de Castro (1834-1914), líder nacional do Partido Progressista e Presidente do Conselho de Ministros (1886-1890), que se cruzara com Botelho Andrade em Coimbra, nas fileiras da Loja maçónica Pátria e Caridade (vd. supra, nota 11).
[22] Cf. A Persuasão, n.º 1339 (14 set. 1887), pp. 2-3.
[23] O filho, capitão de Infantaria Jaime d’Andrade, morreu cedo em 1908 (com 38 anos de idade), deixou uma filha e foi a uma neta desta senhora que o acervo foi adquirido, ao tempo da Direção do Prof. Almeida Pavão, em julho de 1992, conforme se refere na p. 10 da Introdução do catálogo da exposição Sínteses afetivas: Teófilo Braga e os centenários, organizada em 2011 (BPARPD. Fundo Geral, AÇORES 9/587).