[N. Lisboa, 22.6.1837 ? m. Angra do Heroísmo, 4.9.1900] De uma família da aristocracia angrense foi imediato sucessor do morgadio de que sua mãe foi a última administradora e assim senhor da Casa do Pombal e quinta de Nossa Senhora das Mercês em S. Mateus. A circunstância do seu nascimento na capital, no Palácio Aveiras e Junqueira, deveu-se ao exílio do seu pai João de Paula Pereira Forjaz de *Lacerda.
Foi fidalgo da Casa Real (8.7.1867), comendador da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (22.6.1886), sendo agraciado com o título de barão de Nossa Senhora das Mercês por carta de 9 de Julho de 1874 e elevado a visconde por decreto de 21 de Agosto de 1879.
Na política militou desde a formação no Partido Progressista, que chefiou no distrito de Angra do Heroísmo, depois da morte do 2.º conde da Praia da Vitória, Jácome Ornelas *Bruges, seu cunhado, em 1888, não sem graves contestações e agitação política dentro daquele partido. Foi presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (1878 a 1881) e por duas vezes governador civil do distrito (31 de Janeiro de 1899 a 17. de Janeiro de 1890 e 11 de Fevereiro de 1897 a 29 de Junho de 1900) durante os ministérios de José Luciano de Castro. Foi também agente consular de Itália.
Era um eminente melómano e um apaixonado pela festa brava que promoveu na ilha Terceira. J. G. Reis Leite
Bibl. Forjaz, J. P. (1985), Cartas políticas de Eduardo Abreu para o visconde das Mercês (1890-1893). Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, XLIII, II: 779-818. Leite, J. G. R. (1995), Política e administração nos Açores de 1890 a 1910. O 1.º movimento autonomista. Ponta Delgada, Jornal de Cultura: 43-54.