Associação cultural sem fins lucrativos, fundada em 1955 por iniciativa de um grupo de professores do Seminário Maior de Angra, declarada Instituição de Utilidade Pública pela Resolução n.º 45/86 do Conselho do Governo Regional dos Açores, com sede em Angra do Heroísmo. Conheceu quatro presidentes de direcção: José Machado Lourenço (1956-1978), Augusto Manuel Arruda Cabral (1978-1985), José Guilherme Reis Leite (1985-1991) e Jorge Augusto Paulus Bruno (1991- ). Notabilizou-se nos primeiros anos da sua existência pela realização, nas três capitais dos ex-distritos, de Semanas de Estudo (1961-1966), as quais tiveram como mentores José Enes Pereira Cardoso e Artur Cunha de Oliveira. Estes encontros, dos quais quase sempre foram publicadas as respectivas actas, sucederam-se com alguma irregularidade até 2001, ano em que se realizou o XIV. A revista Atlântida é outra das suas marcas de prestígio, cujo primeiro número saiu em 1955. Desde essa data, a revista mantém-se ininterruptamente em publicação, tendo conhecido, durante esse período, aquilo a que tecnicamente se poderia designar por três séries, se não tivesse mantido a sua numeração sequencial. Para além da revista, desde cedo o IAC iniciou uma outra actividade editorial que conta hoje com mais de meia centena de títulos saídos do prelo, alguns deles fazendo parte da Colecção Ínsula, que entretanto conheceu duas séries e publicou o seu último número em 1998. Nos últimos anos, o IAC tem procurado imprimir uma nova dinâmica, adaptando os seus objectivos a outros desafios e ocupando um espaço cultural não só na ilha Terceira, mas em todo o arquipélago. Esta nova postura conduziu-o a uma progressiva abertura à sociedade, a par do desenvolvimento de um projecto cultural que, para além de prosseguir a defesa e a valorização da especificidade cultural açoriana, elegeu o tema da contemporaneidade como eixo fundamental. O «Inventário do Património Imóvel dos Açores» e a «História dos Açores», constituem os seus projectos mais emblemáticos. Hoje, como desde os primeiros anos, continua a assumir-se como um instituto açoriano de Cultura e não apenas de Cultura Açoriana. Jorge A. Paulus Bruno
Bibl. Afonso, J. (1992), Desde Antes até ao IAC de Agora por ligeiras reminiscências. In 37 Anos de Actividade. Angra do Heroísmo, Instituto Açoriano de Cultura: 25-30. Bruno, J. A. P. (2005), Instituto Açoriano de Cultura ? Um projecto em permanente actualidade, Boletim do Núcleo Cultural da Horta, 14: 13-22. Leite, J. G. R. (1992), Condicionalismos Locais na Fundação do Instituto Açoriano de Cultura. In 37 Anos de Actividade. Angra do Heroísmo, Instituto Açoriano de Cultura: 11-23. Mota, V. (1992), Alguns Apontamentos para a História do IAC. In 37 Anos de Actividade. Angra do Heroísmo, Instituto Açoriano de Cultura: 31-169.