[N. Porto, 1880 - m. no mar dos Açores, 14.10.1918] Oficial da marinha. Passou parte da infância e da adolescência em Vila Real de Trás-os-Montes, onde concluiu os estudos secundários. Em 1898 ingressou na Escola Naval, tendo sido promovido a guarda-marinha, em 1903, e segundo-tenente, em 1905. Desde cedo aderiu aos ideais republicanos e conspirou contra o regime monárquico. Colaborou em vários jornais do Partido Republicano, com mais assiduidade no Villarealense, onde ficaram expressos os seus ideais democráticos e anticlericais. Proclamada a República, representou o distrito de Vila Real na Assembleia Constituinte. Prestou serviço militar no Sul de Angola e foi governador do distrito de Inhambane, em Moçambique, no decorrer da Primeira Guerra Mundial. Regressado de África, por motivos de saúde, foi nomeado comandante do caça-minas Augusto de Castilho, como primeiro-tenente. Em 1918, o Augusto de Castilho navegava nos mares dos Açores, escoltando o vapor S. Miguel, quando se deu o combate com o submarino alemão U-139. O S. Miguel e todos os passageiros foram salvos, mas o comandante Carvalho Araújo morreu com alguns companheiros ao largo da ilha de S. Miguel, no dia 14.10.1918. Em 1931, foi-lhe erigido um monumento em Vila Real e a Empresa Insulana de Navegação baptizou um dos seus navios com o nome de Carvalho Araújo. Carlos Enes (Mai.1996)
Bibl. Anais do Clube Militar Naval (1968), 10-12, Outubro-Dezembro.