[N. Óbidos, 1792 ? m. ?, 1.12.1833] Alistou-se voluntário em Infantaria 4, a 25 de Outubro de 1807 e foi sucessivamente promovido a cadete, em 1809; a alferes, no final desse ano; a tenente, em 1812; a capitão, para a Divisão de Vila Rica del Rei, no Brasil, em 1815; a major, em 1821.
Participou na Guerra Peninsular, assistindo, às batalhas de Bussaco e Albuera como alferes e às de Vitória, Pirinéus e Tolouse como tenente, recebendo a Cruz da Guerra Peninsular.
Em 1815 foi para o Brasil como capitão, tendo então participado na campanha do Rio da Prata (1818-1823) recebendo as medalhas das campanhas de Montevideu.
Regressou a Portugal e ingressou no Exército, como major do Regimento de Infantaria 7, mas devido às suas ideias liberais emigrou depois da derrota do Porto, em 1828. Desembarcou na Terceira, em 18 de Agosto de 1830 e por portaria da Regência em Angra, de 15 de Abril de 1831, sob proposta do conde de Vila Flor foi nomeado comandante da Força Expedicionária de desembarque, que sob o comando daquele general conquistou as ilhas ocupadas pelos miguelistas.
Acompanhou o Exército Libertador desembarcando no Mindelo, em Julho de 1832. Foi graduado em tenente-coronel (1832) pela bravura demonstrada na bateria de S. Cosme, durante o cerco do Porto, depois passou a coronel graduado e efectivo em 1833, servindo como chefe do Estado Maior das tropas do Exército Libertador estacionadas no Porto sob o comando do tenente-general Tomás Guilherme Stub (25 de Agosto de 1833). Morreu dos ferimentos sofridos em combate, quando era coronel do regimento de Infantaria 10. José Guilherme Reis Leite
Fonte. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), cx. 133, 458, 638, 683, 1740 e 1970.
Bibl. Drumond, F. (1980), Anais da Ilha Terceira. 2.ª ed., Angra do Heroísmo, Secretaria Regional da Educação e Cultura, IV: 270 e segs..