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Grémio das 9 "Alfredo de Mesquita - A América do Norte", por Carlos Guilherme Riley

  • Literatura/Literature
  • Galeria do IAC
  • 2019-01-11 às 21:00

No próximo dia 11 de janeiro, sexta-feira, pelas 21h00, o Instituto Açoriano de Cultura leva a cabo o primeiro Grémio das Nove, que contará com a presença de Carlos Guilherme Riley para uma conversa em torno da obra A América do Norte, de Alfredo Mesquita.

Foi preciso chegarmos a 1916, 140 anos volvidos sobre a independência Americana em 1776, para ser publicado em Portugal o primeiro livro de literatura de viagem sobre os Estados Unidos da América digno desse nome (A América do Norte, Lisboa: Parceria A. M. Pereira). Talvez por isso Onésimo Teotónio de Almeida, no Prefácio à última edição desta obra (Tinta-da-China Edições, 2015), tenha apelidado o seu autor, Alfredo de Mesquita, de “um Tocqueville português”. A analogia faz sentido, já que após a publicação em 1835 da obra de Alexis de Tocqueville, De la Démocratie en Amérique (abordada há meses atrás neste Grémio por André Bradford), gerou-se entre os intelectuais europeus uma crescente curiosidade por observar in loco o funcionamento, como disse Almeida Garrett,  dessa “pedra filosofal de todas as Repúblicas, o Federalismo”, curiosidade essa que parece não ter sido compartilhada pela elite oitocentista portuguesa, pois, exceção feita a Eça de Queirós, o nosso século XIX pautou-se por um ruidoso silêncio em matéria Americana, como comprova a antologia recentemente publicada de autores nacionais que escreveram sobre os Estados Unidos da América (América, the beautiful, Lisboa: Tinta-da-China Edições, 2016).

Alfredo de Mesquita (1871-1931), nascido em Angra do Heroísmo e falecido em Paris, foi um jornalista e diplomata que, tal como referiu Pedro da Silveira no Prefácio a O Jarrão da Índia (Angra do Heroísmo: S.R.E.C.,1983), “já era quando morreu um escritor na sombra”. E assim continuou, não obstante as diligências do autor do Prefácio para resgatar a sua memória do esquecimento, reflexão que importa fazer a pretexto da (re)leitura de A América do Norte, obra que com o passar dos anos adquiriu um valor mais histórico do que literário, pois retrata uma sociedade vibrante na entrada para o século XX quando, sob a Presidência de Theodore Roosevelt, os Estados Unidos da América começaram a olhar o mundo para lá das suas fronteiras.

Carlos Guilherme Riley nasceu em Lisboa no ano de 1958. Frequentou o Liceu Normal de Pedro Nunes, sua verdadeira alma mater, e licenciou-se em História na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Foi admitido por concurso público na Universidade dos Açores (Departamento de História, Filosofia e Ciências Sociais) no ano letivo de 1982/83, onde lecionou cadeiras e prestou provas académicas na área da História Medieval. Com o decorrer dos anos, o seu processo de enraizamento nos Açores levou-o a interessar-se por outras cronologias, designadamente pela História da Expansão e História Contemporânea, acabando por abraçar o Liberalismo nos Açores como tema da sua dissertação de doutoramento. Desempenhou o cargo de Diretor da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada entre 2008 e 2011, após o que regressou à atividade universitária, direcionando o foco da sua investigação para a História dos Transportes e as Relações Transatlânticas. Como docente universitário e cidadão deste arquipélago procura dar continuidade a uma velha tradição açoriana – olhar para Oeste. Tal como fez Alfredo de Mesquita no livro A América do Norte.

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